Como descrever bem seus sintomas ao médico
Atualizado em 06/07/2026 · 4 min de leitura
Um bom diagnóstico começa com uma boa descrição. O médico não está dentro do seu corpo: a precisão das suas palavras orienta o raciocínio dele. A boa notícia é que existe um método simples e completo para não esquecer nada.
O método OPQRST
Usado por profissionais no mundo todo, cobre tudo o que importa. Passe cada sintoma por estes seis ângulos:
- Origem: quando e como começou? Súbito ou gradual?
- Provocação / alívio: o que piora, o que acalma?
- Qualidade: descreva a sensação (queimação, aperto, pontada, formigamento).
- Região / irradiação: onde exatamente? Espalha para outro lugar?
- Severidade: dê uma nota de 0 a 10.
- Tempo: é constante ou em crises? Quanto tempo dura?
Dê referências concretas, não impressões
«Sinto dor com frequência» ajuda pouco. «Uma dor 6/10 na lombar, toda manhã há 10 dias, que desce pela perna direita» orienta na hora.
Quantifique o que puder: há quantos dias, quantas vezes por dia, qual temperatura, quantos quilos perdidos.
Não esconda nada, nem o que constrange
Questões íntimas, humor, consumo de álcool, automedicação: essas informações são protegidas pelo sigilo médico e podem ser decisivas. O médico não julga, ele cuida.
Prepare a lista antes, anote durante
Manter um pequeno diário dos sintomas por alguns dias (intensidade, momentos, gatilhos) dá ao médico uma curva real em vez de uma foto isolada.
O Parato transforma o seu relato num resumo estruturado com intensidade, duração e fatores, pronto para mostrar. O acompanhamento diário integrado constrói essa curva para você.
O Parato ajuda você a preparar suas consultas. Não substitui o aconselhamento médico e não é um dispositivo médico. Em caso de emergência, ligue para o número de emergência do seu país.